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Professor lança livro sobre níveis de atividade física para indivíduos com Síndrome de Down

Obra é fruto de pesquisa  que demonstrou que a prática de exercícios melhora a circulação cardiovascular e o metabolismo desses pessoas com Síndrome de Down.
  • Assessoria de Comunicação
  • publicado 19/06/2020 15h44
  • última modificação 19/06/2020 18h42

A dissertação de mestrado “Avaliação da modulação autonômica e composição corporal em indivíduos com Síndrome de Down: praticantes ou não de atividade física”, do professor de Educação Física do Instituto Federal do Maranhão (IFMA) Campus Santa Inês, Antonio Silva Andrade Cunha Filho, virou livro, lançado com título “Avaliação Autonômica e Corporal em Síndrome de Down: Ativos e Sedentários”, pela editora Novas Edições Acadêmicas.

O professor Antonio Filho teve como orientador o professor Doutor Cristiano Teixeira Mostarda, professor Adjunto na Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e coordenador do Laboratório de Adaptações Cardiovasculares ao Exercício (LACORE).

A Síndrome de Down é causada pela presença de três cromossomos 21 em todas ou na maior parte das células de um indivíduo. Isso ocorre na hora da concepção de uma criança. As pessoas com Síndrome de Down, ou trissomia do cromossomo 21, têm 47 cromossomos em suas células em vez de 46, como a maior parte da população.

O objetivo principal da pesquisa foi analisar o efeito do nível de atividade física nas variáveis autonômicas e composição corporal em indivíduos com Síndrome de Down ativos fortes e leves e sedentários na cidade de São Luís (MA).

“O nosso principal achado sugere que independente do nível de atividade física os indivíduos com Síndrome de Down apresentam adaptações positivas nas suas condições cardiovasculares (autonômicas) e metabólicas em relação indivíduos sem trissomia”, professor Antonio Filho.

A pesquisa de campo foi realizada na Associação de Pais e Amigos Especiais (APAE) na grande São Luís (MA). Foram analisados 52 indivíduos com Síndrome de Down e 11 indivíduos do grupo controle, sem a trissomia 21.  Divididos em: 15 grupo SD sedentário (SED), 9 do grupo SD-AL (ativo leve) e 12 do grupo SD-AF (ativo forte) e 11 do grupo Controle (GC).

O controle do sistema cardiovascular é realizado, em parte, pelo sistema nervoso autônomo.  A Variabilidade da Frequência Cardíaca (VFC) vem sendo estudada há vários anos, sendo cada vez maior o interesse pela compreensão de seus mecanismos e de sua utilidade clínica em doenças. Mudanças nos padrões da VFC fornecem um indicador sensível e antecipado de comprometimentos na saúde. O VFC é sinal de boa adaptação, caracterizando um indivíduo saudável com mecanismos autonômicos eficientes.

Os indivíduos com Síndrome de Down que realizam atividade física leve obtiveram VFC semelhantes dos indivíduos que treinam forte.  E mesmo os indivíduos com Síndrome de Down sedentários identificaram resultados semelhantes, apesar do alto índice de gordura corporal, apontou o estudo.

O SD AF apresentou menor IMC que o Controle e o grupo SD-SED. A gordura corporal (%) foi menor em SD-AF e AL do que o Controle e o grupo SD-SED.  Os parâmetros hemodinâmicos foram semelhantes entre os grupos. Durante o período basal, não houve diferenças significativas, contudo, os sujeitos sedentários exibiram valores mais baixos em relação ao domínio do tempo, como intervalos RR e VAR-RR, quando comparados com o grupo controle. Os índices de domínio da frequência mostraram que indivíduos SD-SED valores maiores na atividade simpática referente à baixa frequência (modulação simpática) e valores semelhantes na atividade parassimpática (modulação parasimpática) em relação aos grupos SD-AL e AF.

Foram divididos através dos resultados obtidos no Questionário Internacional de Atividade Física (IPAC), avaliação antropométrica e da variabilidade da frequência cardíaca.

Este estudo, explica Antonio Filho, avaliou os parâmetros hemodinâmicos, a modulação autonômica e a composição corporal em indivíduos portadores de Síndrome de Down (SD), indivíduos que podem ser fisicamente ativos e ou sedentários. O principal achado do presente estudo foi que o grupo Síndrome de Down ativo apresentou valores mais elevados na variabilidade da frequência cardíaca (VFC), menor no simpático do que sedentário.

Esse fenômeno foi observado tanto em Síndrome de Down ativo leve quanto no Síndrome de Down ativo Forte. A partir disso, ambos os SD mostraram valores mais baixos no IMC e na gordura corporal do que no SD sedentário. “Percebemos ainda que os nossos achados sugerem que o treinamento físico atenua os distúrbios autonômicos e metabólicos independentemente da intensidade”, concluiu o professor Antonio Filho.

Sobre o autor

Antonio Silva Andrade Cunha Filho, Mestrado em Saúde do Adulto e da Criança (UFMA) Especialização em Metodologia do Ensino da Educação Física, professor EBTT de Educação Física licenciado (UFMA) e docente do IFMA Campus Santa Inês.

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