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Campus realiza Dia Internacional da Mulher e Dia da Mulher Maranhense

  • Assessoria de Comunicação
  • publicado 16/03/2020 16h50
  • última modificação 16/03/2020 16h50

No dia 11 de março, o IFMA – Campus Santa Inês celebrou o Dia Internacional da Mulher e, também, o Dia da Mulher Maranhense, onde é homenageada a maranhense Maria Firmina dos Reis, autora do primeiro romance abolicionista do Brasil. Este dia foi instituído pela Lei Nº 10.763, de 29 de dezembro de 2017, em comemoração ao seu sesquicentenário aniversário.

Maria Firmina nasceu na ilha de São Luís (MA) em 11 de março de 1825, ela concorreu e foi aprovada no concurso à cadeira de Instituição Primária nessa localidade, professora de 1ª Letras (1841-1881). Em 1859, publicou o 1º romance “Úrsula”; e 1987, publicou na Revista Maranhense o conto “A Escrava”, no qual descreve uma participante ativa da causa abolicionista. Colaborou na imprensa local, publicou livros, participou de antologias e também foi musicista e compôs o “Hino da Abolição dos Escravos”.

A coordenadora do Curso Técnico em Administração (Proeja), professora Angela Mouzinho, fez uma cerimônia em homenagem às alunas, servidoras e professoras do curso, no auditório do Campus Santa Inês. A abertura do evento foi coordenada pela professora Tayane Trajano com o grupo de música “MUSICART”, que apresentou várias músicas em relação ao tema.

A aluna Ananda do Curso de Edificações 2018 retratou a música “Triste, Louca ou Má” de Francisco’ El Hombre (veja abaixo). A letra defende o respeito às mulheres e que expressa ainda que casa e carne não definem o caráter de uma mulher.

Após, houve um bate papo com a Coordenadoria de Assuntos Estudantis, a assistente social Djelma Vasconcelos e a enfermeira Juliana Lima, que falou sobre a importância das alunas no curso, suas conquistas dentro do IFMA, em alcançar seus objetivos ao longo do curso. “O caminho não é fácil, mas a persistência e a perseverança farão diferença em suas vidas”, disse.

Em seguida tivemos a palestra com a professora Nilvanete Gomes com o tema “Era uma vez…”, que explora a história de princesa que espera a guerreira que vai à luta em tempos de (des)igualdade de gênero, onde foi retratado a desigualdade dos direitos entre homens e mulheres, questões raciais, diferença de gênero. O percentual de mulheres negras que chegam a faculdade é muito inferior às mulheres brancas, destacou desde a antiguidade (idade média) a submissão da mulher na família patriarcal e atualmente como está o papel da mulher dentro e fora de casa. O que as mulheres conquistaram nesses últimos anos e o que podem ainda conquistar. “Tivemos várias conquistas, mas ainda é preciso ter mais dignidade e respeito é o que almejamos”, explica Nilvanete Gomes.

No encerramento do evento fez-se um sorteio com pequenas lembranças às alunas e entrega do certificado a palestrante do evento. O papel da mulher nos dias de hoje não é somente cuidar da casa, é uma tarefa dupla, tripla ou mais, a busca por mais respeito e dignidade em relação aos seus direitos. As Leis estão mais severas sobre aqueles que queiram violar esses direitos da mulher, pois ela quer viver, trabalhar, ser feliz e além de ser valorizada por aquilo que almeja em sua vida.

 

“Triste, Louca Ou Má  –  Francisco, El Hombre”

“Triste, louca ou má
Será qualificada ela
Quem recusar
Seguir receita tal
A receita cultural
Do marido, da família
Cuida, cuida da rotina
Só mesmo rejeita
Bem conhecida receita
Quem, não sem dores
Aceita que tudo deve mudar
Que um homem não te define
Sua casa não te define
Sua carne não te define
Você é seu próprio lar
Um homem não te define
Sua casa não te define
Sua carne não te define
Você é seu próprio lar
Ela desatinou
Desatou nós
Vai viver só
Ela desatinou
Desatou nós
Vai viver só
Eu não me vejo na palavra
Fêmea: Alvo de caça
Conformada vítima
Prefiro queimar o mapa
Traçar de novo a estrada
Ver cores nas cinzas
E a vida reinventar
E um homem não me define
Minha casa não me define
Minha carne não me define
Eu sou meu próprio lar
E um homem não me define
Minha casa não me define
Minha carne não me define
Eu sou meu próprio lar
Ela desatinou
Desatou nós
Vai viver só
Ela desatinou
Desatou nós
Vai viver só”

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