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Campus realiza campanha de combate ao racismo

A campanha, que teve início em maio e vai se estender até agosto, está sendo promovida pelo NEABI e tem o objetivo de valorizar a estética e a beleza negra.
  • Com informações do Campus
  • publicado 05/07/2018 11h50
  • última modificação 05/07/2018 11h50

Além da valorização da estética e beleza negra, o projeto tem a proposta de abordar os 130 anos de abolição.

O Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI) do Instituto Federal do Maranhão (IFMA) Campus Santa Inês está promovendo uma campanha de combate ao racismo. O objetivo é valorizar a estética e a beleza negra. A campanha, que teve início em maio, vai se estender até agosto. A proposta do projeto é ressignificar o dia 13 de maio como Dia Nacional de Combate ao Racismo, promovendo a positivação da figura do negro na sociedade e, dessa maneira, promover a educação para as relações étnico-raciais. Esse ano, a ação pedagógica tem como tema os 130 anos da Abolição, Afrodescendência e Sororidade”, contando com uma série de atividades que envolvem estudantes, professores e a comunidade.

Além da valorização da estética e beleza negra, o projeto tem a proposta de abordar os 130 anos de abolição. A ideia é discutir se de fato a abolição da escravatura, oficializada em 1888, representou a liberdade e a cidadania para o povo negro recém-liberto. Outro tema abordado é a década da Afrodescendência (2015 a 2024), decretada pela ONU com vistas a destacar os povos de ascendência africana, uma vez que a comunidade internacional reconheceu que os povos afrodescendentes representam um grupo distinto cujos direitos humanos devem ser promovidos e protegidos. Outro tema proposto na campanha foi a sororidade, que significa a união entre as mulheres para a promoção do empoderamento feminino negro. A ideia é dialogar com os diversos movimentos que tratam sobre esse tema atualmente, inclusive fazendo uma homenagem à vereadora Mariele Franco, militante negra, defensora dos direitos humanos que foi assassinada há três meses, no Rio de Janeiro.

O projeto teve a coordenação das professoras Patrícia Cardoso e Tayane Trajano e o apoio dos professores Diely Almada, Genilton Marques e Michele Joyce.

Programação

No dia 13 de maio as atividades se iniciaram no Campus com a fixação nos murais de cartazes contra o racismo produzidos pelos alunos voluntários do NEABI. No dia 21 de junho aconteceu uma mesa redonda sobre as temáticas do projeto, formada pelos professores que compõem o Núcleo: Patrícia Cardoso, Genilton Marques, Tayane Trajano, Diely Almada. Nesse mesmo dia, o projeto promoveu a palestra do comunicador e diretor do Museu do Reggae de São Luís, Ademar Danilo. Ele abordou o reggae e sua cultura do Maranhão, ressaltando a questão da identidade negra, assim como a importância do ritmo para a cultura e o turismo maranhense.

Dando continuidade à programação, no dia 26 de junho, ocorreu a palestra com a proprietária do salão Cachearte (especializado em cabelos crespos e cacheados), Josy Dominici. A palestra teve como tema “O empoderamento feminino por meio da estética afro”. A palestrante refletiu sobre a estética negra e a sua valorização como um ato político contra o processo de embranquecimento e racismo. Nesse mesmo dia, o NEABI local também participou da sessão do Cineclube Lamparina, coordenado pela professora Eva Dayna, que exibiu o filme Pantera Negra, promovendo um grande debate sobre racismo, representatividade e uma análise sobre a valorização da cultura e identidade africana no filme. Ao final dessa primeira etapa do projeto, os alunos voluntários que compõem o Núcleo apresentaram uma performance artística intitulada Clamor negro, inspirada no poema de mesmo nome da escritora Odailta Alves.

A campanha vai continuar no mês de agosto com oficina de grafite, ensaio fotográfico com as alunas do campus e a exposição fotográfica “Sororidade, Beleza e Estética Negra”.

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