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Evento discute desafios e perspectivas da educação quilombola

II Semana da Consciência Negra reuniu alunos do campus e da Escola São João Batista.
  • Assessoria de Comunicação, com informações do campus
  • publicado 05/12/2017 14h19
  • última modificação 05/12/2017 14h19

Estudantes participam de oficina de turbantes e penteados afros.

O Instituto Federal do Maranhão (IFMA) Campus Santa Inês celebrou no dia 21 de novembro o Dia Nacional da Consciência Negra. A organização do evento ficou a cargo do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indiodescendentes (NEABI Santa Inês) e sua programação contou com várias atividades, incluindo palestras, cineclube, oficinas, apresentações artísticas, exposição fotográfica, além de concurso de textos e vídeos.

Neste ano, o evento contou com a participação dos alunos do campus e da Escola São João Batista, além dos seguintes palestrantes: os antropólogos do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), Suely Cardoso e Francisco Apurinã; do estudante Antonio de Jesus, acadêmico do curso de Graduação Tecnológica em Construção de Edifícios do IFMA, da professora Daniela Ferraro, antropóloga da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA); e da professora Eva Dayna, docente de História do campus.

A realização da programação se deu no dia posterior à data oficial de comemoração da Consciência negra devido ao Decreto Municipal, nº 45 de 13 de novembro de 2017, o qual estabeleceu feriado no município de Santa Inês.

O evento teve como tema Desafios e perspectivas na efetivação da educação escolar quilombola, pautando reflexões sobre a realidade do Estado do Maranhão, que possui mais de 300 comunidades quilombolas, muitas vezes invisíveis para diversas políticas públicas, entre elas, a Educação. Esse cenário contrasta com a Lei nº 10.639/2003, que estabelece a obrigatoriedade do ensino da história e cultura africana e afro-brasileira em todos os níveis de ensino no Brasil a partir de um esforço coletivo de todos os professores, instituições de ensino e profissionais da educação para que seja realmente efetivada, pois a Educação para as Relações Étnico-raciais é compromisso de todos.

A programação teve como objetivos: promover educação para as relações étnico-raciais; possibilitar a discussão sobre a temática do racismo, do papel do negro e as relações étnico-raciais; possibilitar a discussão sobre a (in)visibilidade das Comunidades Quilombolas hoje, assim como a efetivação da Educação Quilombola; valorizar a cultura, a história, a estética e os saberes negros e indígenas; conscientizar a comunidade acadêmica sobre a importância da luta contra o racismo e também socializar projetos de pesquisa desenvolvidos pelo NEABI local.
Durante o evento foram expostas fotos de grandes personalidades negras, a exemplo do escritor Machado de Assis.

 

Concurso de textos e vídeos

Também durante o evento ocorreu o II Concurso NEABI de textos e vídeos, em que os alunos puderam mostrar suas habilidades de produção de textos. Nesta edição, o tema do concurso foi A (in)visibilidade das comunidades quilombolas no contexto atual. Os participantes do concurso tiveram que apresentar suas produções a uma banca examinadora, que julgou itens como coerência, coesão, originalidade, entre outros. Os vencedores na categoria poema foram: Ana Vitória Maciel Barros (1º lugar); Ana Laís Silva Lima, Jemima Fial de Almeida Silva, Johnnie Christian Alves Martins e Sara Moura da Silva (2º lugar), Robson Luan Nascimento de Sousa e Vanessa Sousa Nascimento (3º lugar). Os vencedores na categoria redação foram: Pedro Henrique Sousa de Carvalho (1º lugar), Marcos Breno da Silva Viana (2º lugar), Robson Luan Nascimento de Sousa (3º lugar). Na categoria vídeo, não houve inscrição.

 

O evento foi destaque em reportagens veiculadas em âmbito regional. Confira a matéria do G1 Maranhão.

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